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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

De volta a Crime e Castigo

«Existir, apenas, nunca tinha sido bastante para ele, sempre quisera mais.»


[in Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, trad. de Nina e Filipe Guerra, Presença, 2008, pág. 505]

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Ilha de Sukkwan, II

 «E recomeçou a chorar. Eu sei que não estou só, lamuriou-se ele. Sei que estás aqui. Mas sinto-me na mesma só. Não sei como explicar.
Roy ficou à espera do resto, mas o pai só chorava e continuou assim durante muito tempo, sem que Roy compreendesse como podia estar ali e mesmo assim, para o pai, era como se não estivesse.»

[in A Ilha de Sukkwan, de David Vann, trad. de José Lima, Ahab, 2011, pág. 75]

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Ilha de Sukkwan, I

«Quando qualquer coisa mordeu, era uma Dolly Varden: um relâmpago branco e um puxão. Puxou-a facilmente para os seixos lisos, onde ficou a estertorar e a sangrar, e Roy retirou o anzol e esmagou-lhe a cabeça e a truta morreu. Já há um bom bocado que não pescava um peixe, quase um ano. Curvou-se para o observar e ver ver as cores a desvanecerem-se.»

[in A Ilha de Sukkwan, de David Vann, trad. de José Lima, Ahab, 2011]